Eu procuro:

Número de acessos

terça-feira, 25 de outubro de 2011


“Eu descobri que a beleza depende da felicidade que você sente e não do que você passa no rosto ou veste.”

“Balançar a cabeça para limpar os pensamentos excessivamente positivos que nunca virão a acontecer e me deixarão triste mais tarde.” 

Alçar vôo


Essa noite eu consegui deitar na cama e não pensar. Consegui ouvir apenas o barulho do ventilador e o silêncio dentro da minha cabeça. Eu consegui relaxar dos meus problemas e apenas dormir. E também não sonhar. Porque sonhar às vezes dá medo, mesmo que não sejam pesadelos. Os sonhos são o que a alma vive, como muitos dizem por ai. E consegui deixar minha alma leve, respirar um pouco dos meus desejos e das minhas desilusões. Tudo fica tão mais claro quando o dia amanhece e não se sonhou com nada que nunca se terá. É tão mais fácil viver na realidade do que sonhar com uma que nunca chegará a acontecer. Hoje eu estou mais leve, de peso, de alma, de desejos e tristezas. Sou feliz agora. Estou feliz por enquanto. E não caminho mais, porque eu criei asas temporariamente e vou voar por aí até quando essas asas aguentarem. 

A de amigA


A gente se conhece e se sabe. A gente vive junto e se dá bem. Você já me viu dormir, acordar, ficar doente, chorar loucamente e rir também. Você sabe tudo do meu passado e eu do seu. Você sabe minhas neuras e ciúmes e teimosias e possessões. Eu sei das suas. O destino cruzou nossos caminhos para a gente construir a coisa mais bela do mundo: a amizade. E, amiga, relaxa, desencana dessas besteiras que passaram pela minha mente e eu te contei, porque achei que você devia saber. Mas relaxa de verdade porque eu te conheço, sei do que você é capaz de fazer por mim e para mim. E sei que geralmente tudo é loucura da minha cabeça e você deveria saber também. A gente está nessa vida para ser felizes juntas, na saúde ou na doença, na lucidez ou na loucura, até que um dia a gente se separe. Então curte comigo, bebe comigo, dança comigo. A vida é uma lista selecionada de músicas e a gente vai dançando conforme o ritmo. Curte o som. Dança um pouco e esquece as minhas neuras, esquece também das suas. Porque eu esqueci. Agora eu quero dançar como nunca dancei antes, curtir todos os sons que eu puder, provar de todos os gostos também. Porque a gente está nessa para se divertir e ser feliz com o que puder e vier. Divirta-se também.

A queda


Estar com você, na nossa maneira de estar junto, é como um grande salto do maior edifício do mundo. Mas coloquei meu pára-quedas, para ter segurança. Eu te conheci e dei um grande salto na minha vida. Me joguei com tudo, sem medo da altura ou da queda. E é lindo a descida, a vista é incrível. Estou sentindo o vento e curtindo a paisagem enquanto eu tento alcançar o chão. Quando se está em queda livre existe um momento correto para abrir o pára-quedas e cair com segurança, sem cair de cara no asfalto lá embaixo, entre as milhões de pessoas que esperam a minha chegada. O momento de abrir o pára-quedas chegou, mas a decida ainda é longa e eu estou decidindo o melhor lugar para o pouso. Enquanto isso você cai ao meu lado pelos seus motivos, com os seus propósitos, mas nunca de mãos dadas e nem dividindo o pára-quedas, porque é mais seguro para mim e para você. Estou sabendo que os pousos podem ser próximos ou distantes. Mais provável que sejam distantes. Mas enquanto isso a gente curte junto essa aventura. A gente ri junto, cai junto, abre os pára-quedas junto, e a gente se curte e se gosta do jeito que é, da maneira que é. Quando eu finalmente pousar e você ainda estiver do meu lado vai ser pelo motivo certo. E se a gente se separar vamos ter dentro de nós a satisfação de ter vivido isso junto, caído junto e aprendido algumas coisas com a queda e com o pouso. Mas te garanto que a vista aqui de cima é linda e posso ver o mundo inteiro me esperando com novidades para quando eu pousar. E se algo der errado e por acaso eu cair e me machucar de alguma maneira, sei que as pessoas certas estarão lá por mim no final. Fica bem, relaxa e curte a descida. Porque realmente está incrível!

Eu sou eu e pronto


Eu resolvi ter vontade de mim. Resolvi me aceitar com meus erros, acertos, meus pontos finais e minhas reticências. Resolvi ser quem eu sou sem mais me esconder ou me enganar. Deixar de querer ser aquilo que você ou qualquer outra pessoa queria, para ser o que eu quero ser. Fazer o que eu quiser fazer, dizer o que vem na cabeça, ser sincera comigo mesmo e com as pessoas. Cansei de viver de mentiras, de enganos e ilusões. A realidade é tão mais bonita quando você consegue enxergá-la com clareza. Eu quero ser límpida como a água, transparente como o vidro, mostrar o que tem por detrás da minha cortina de teatrinho pessoal. Cansei de viver dentro das coisas que eu sonho mas não faço. Cansei de meias verdades. Cansei de querer ser metade do meu inteiro. Quero ser de dentro para fora, de fora para dentro, do avesso e do direito. Quero mostrar a minha luz e a minha escuridão. Quem quiser ver, que fique. Quem não quiser, meu bem, pode ir. Prefiro ser inteira e ser amada pelo que eu sou do que tentar fazer dar certo qualquer coisa na vida só para dizer que consegui. Isso é fracasso, conseguir as coisas a qualquer custo. Amor próprio. Eu aprendi. Para ter o que quer é preciso querer as coisas certas, aceitar as pessoas e coisas como elas são, e ser o que é. Mudanças fazem parte, mas só quando é preciso, e não para prender algo ou alguém. É engano tentar ser, a gente é e pronto. Não me escondo. Agora me exponho, sem medo, sem choro, só sorrisos. Aprendi a ser inteira e ser feliz com meu tudo, mesmo que ele não seja grande coisa para a maioria das pessoas.

Ter dentes já é ser inteira


É tão mais gostoso ter certeza de onde você pisa. Dar passos seguros. É tão mais feliz saber para onde se está indo do que simplesmente se deixar levar. Odeio me deixar levar. Sempre quero ter certeza do caminho, para não assustar se eu tropeçar. Porque mesmo os tropeços fazem parte. É legal um tropeço ou outro no caminho. Mais legal ainda é saber onde você vai tropeçar. Porque quando eu não sei eu já caio de cara, quebro todos os dentes, quebro as pernas, e eu não sei sorrir sem dentes, eu não sei andar mancando. Mas quando eu já sei onde vou tropeçar eu só desequilibro e talvez ralo os joelhos, e é tão mais fácil sorrir com essa dor, chega até ser engraçado ter caído assim. E então eu levanto e vou rindo dos joelhos sangrando. E passam os dias eu caio de novo e só esfolo os cotovelos. No próximo dia eu só torço o tornozelo. No outro eu até quebro a mão para segurar o tombo. Mas em nenhum dos tombos eu quebro os dentes. Eu chego quase pela metade, sangrando, doendo, mas meus dentes continuam ali, inteiros e intactos, e eu ainda sorrio e consigo até rir alto de tudo isso. Estou aos pedaços, mas meu sorriso inteiro é o que vale a pena no final do caminho. O resto do corpo se recupera sozinho. As pernas engessadas. Os braços também. O coração com aparelhos ajudando bombear o sangue para o resto do corpo. Um curativo aqui, outro ali. Mas eu ainda posso sorrir. E isso já é uma vitória.

Louca Louca Louca


Será que só eu fico frustrada quando consigo facilmente o que eu quero? Eu sou louca? Eu sou. E sou frustrada com as minhas vitórias.  Ganhar é tão fácil. Tentar é emocionante. E perder é dolorido. Eu estou nessa vida para tentar ser feliz, e ter meus breves momentos de felicidade, e a tristeza faz parte, até alivia. Sentir dor é bom às vezes. As grandes inspirações vêm das tristezas, porque quando se está feliz não tem porque ficar dividindo com ninguém, porque acaba rápido. Pelo menos para mim é assim. Dividir tristezas é alívio. Escrevê-las, então, é uma benção, colocar no papel o que você sente, traduzir em palavras o que todo mundo também sente por aí. Alivia. Depois vem a felicidade novamente, tão fácil, tão simples. E eu gosto de coisas complicadas e do que eu não consigo. Isso sim me deixa feliz. Para mim, viver é tentar e talvez não conseguir.

Da água pro vinho


Todos dizem que é difícil mudar. Eu disse isso várias vezes e confesso que eu sou a pessoa que mais odeia mudança nesse mundo. Odeio porque me faltam forças, me falta vontade, e até mesmo coragem. Mas digo a vocês que quando é necessária a mudança não existe isso de não ter força, coragem, fé ou qualquer outra coisa, porque quando chega a hora você sabe. Você sabe que não dá para adiar, deixar para amanhã ou semana que vem, nem mesmo marca outro horário. É como dizem por ai, minha amiga, quando a água bate na bunda você aprende a nadar rapidinho. E foi assim que mudei. E é assim que estou mudando. A água gelada bateu na minha bunda e arrepiou os sentidos e meus neurônios fizeram a sinapse e comecei a nadar em qualquer direção. Comecei a nadar com todas as forças, meio desajeitada, perdendo a respiração e engolindo um pouco de água vez ou outra. Não sei bem em qual modo estou nadando, acho que cachorrinho por enquanto, meio rastejando nas águas, um tanto desesperada para não afogar, para não morrer. Mas sei que no fim das contas eu vou me sair bem, to até pensando em começar a fazer umas coreografias e concorrer nas disputas de nado sincronizado. Cada dia que eu nado, que eu tento, que eu me esforço, eu me saio melhor. Essa mudança tá fazendo bem, to me sentindo feliz e curtindo a temperatura da água. Tá tão mais gostoso aqui do que lá fora no sol escaldante que tá fazendo ultimamente. To adorando de verdade poder me divertir nessas águas. No começo assusta, mas depois fica gostoso. Dá até para pegar um bronze. Quando eu chegar ao final do percurso vou estar outra pessoa. Aposte nisso!

Tropeçando na superfície


Eu decidi. Eu realmente decidi. Decidi porque entendi. Finalmente eu entendi que com a gente não existe entrelinhas, somos superfície. As coisas são como aparentam ser, a gente é o que é, sem mais. É simples e simplesmente é. Por isso decidi não questionar, não tentar ler e interpretar o que não está escrito em nós. Somos uma fotografia de duas pessoas, tirada meio no susto, e saiu isso aqui. Duas pessoas comuns, num lugar por acaso, que se trombaram, mas continuam cada qual no seu caminho. Não há mais o que perguntar, o que entender. Porque quando a gente anda pelas ruas da vida, meio sem prestar atenção, a gente tromba nas pessoas, mas continua andando até chegar ao que realmente nos espera. Cheguei à conclusão de que tudo bem a gente só se trombar por aí, cruzar o olhar, misturar as pernas de vez em quando, sem querer, porque o nosso fim de caminho é diferente. Eu entendi que não tem problema só tropeçar às vezes, perder o equilíbrio de repente. E eu decidi continuar caminhando, meio cambaleando por aí. Enquanto isso a gente tropeça um no outro pelo caminho.

sábado, 22 de outubro de 2011

Adoro quando você me intera do seu mundo. Me coloca a par de tudo que eu perdi enquanto não nos conhecíamos. Isso deveria significar algo. Talvez signifique. Talvez não. Só o tempo irá dizer.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma lição de uma estrela


Uma única estrela no céu. Um pontinho de luz num céu tão imenso e tão escuro. É como um resto de esperança que vive dentro de cada um de nós frente há algo muito obscuro que estamos passando. Essa estrela carrega consigo uma luz tão intensa e verdadeira, de uma beleza absurda, de uma fé imensa que é necessária em todo céu escuro e noites quase nebulosas. É necessário ter esperanças em qualquer momento da vida. Mas até que ponto isso te fará bem? Até quando essa estrela vai brilhar? E se vier uma nuvem carregada de tristezas e chover sobre nós, e molhar tudo aquilo que é bonito por dentro, e estragar o que ainda sobreviveu, e inundar os sentimentos? Mesmo assim a estrela continua ali, brilhando incansavelmente, como alguém que não desiste do que quer. Mas será necessário desistir? Por que é que a estrela ainda brilha e cada vez com mais intensidade mesmo estando só? A natureza é inexplicável, assim como muitas coisas na vida. Não sabemos por que ainda temos fé numa coisa que tem tudo para não dar em nada, ou por que temos esperanças mesmo sabendo que provavelmente um dia, mais cedo ou mais tarde, a nuvem chegará até nós e a chuva pode ser de lágrimas ou de granizo e não sabemos a intensidade com que isso nos afetará. Mas estrela não pára de brilhar, não morre porque ela foi feita para durar anos, foi feita para superar qualquer céu escuro e todas as nuvens tempestivas que passarem. Sobretudo, essa estrela foi feita para lembrarmos da beleza de toda noite que brilha, as vezes, junto da Lua, e depois dá lugar ao Sol e um céu azul arrebatador, trazendo consigo nuvens brancas de paz, feitas de felicidade e algodão. O trabalho da estrela é esperar, é ceder lugar para algo mais bonito quando não lhe for mais necessário seus últimos suspiros de esperança.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


"Vocês são muito amigos e isso estraga."
-Ela gosta.
-Ela gosta?
...
-Como você não sabia que eu gostava?
(E ainda gosto!)

Só amizade

Nada melhor que finalizar um dia zicado com “cair na real” sobre a minha paixonite que realmente chegou ao fim e nunca mais vai deixar de ser só amizade.

Se apaixonar é correr riscos de não ser correspondido, ou ser e não ter a mesma intensidade. Paixão é ter riscos. Só o amor verdadeiro dá segurança e esse a gente custa a achar.

Reflexões

E então...
Eu chorei pela primeira vez porque eu me queria de volta. Não era como as outras vezes que eu queria arrumar um amor que tenha destruído. Dessa vez era medo da maturidade era medo de não ser mais simples como é uma adolescente. Eram as experiências me dizendo que eu estou cada vez mais próxima da vida adulta e eu tinha que “dar ou descer”. A vida agora se tornava mais complexa e tudo girava em torno de mim e eu tinha que caminhar sozinha pela primeira vez.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Será que eu serei?

Eu me pergunto – E se tudo tivesse sido diferente? E se minhas escolhas tivessem sido outras? O que seria da minha vida? Ou então – O que será das futuras escolhas? O que será que me aguarda? Será que vai ser diferente do que já foi? E se eu nunca tivesse chegado até aqui? Que diferença faria? O que seria e o que será me resumem.
Algumas simples palavras da pessoa que você mais gosta hoje, podem te fazer pensar em uma vida inteira.

O que não dá para evitar, mas não se pode esquecer

Faz tanto tempo e tanta coisa, mas ainda sinto o cheiro, o toque, o gosto de um passado não tão distante mas que me enche de saudades e me faz chorar de vez em quando. Saudade é uma coisa boa, porque só sentimos saudade das coisas boas, das que nos fizeram sorrir, das pessoas que nos causaram risos, do que vivemos e quem presenciou. No meu peito mora uma saudade muita grande, que machuca e dói demais às vezes, e outras vezes adormece, mas sempre acorda para me fazer lembrar de tudo e todos que eu não tenho mais por perto pra sempre. A gente se acostuma com a ausência, mas nunca se conforma com ela, embora saibamos que tudo um dia acaba, ainda temos a esperança que demore muito a acabar. Espero que a distância não mate meus amores, não tire meus amigos, porque como foi dito na frase: Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

domingo, 16 de outubro de 2011

Meu cantinho particular de tristezas

Às vezes me dá uma saudade irracional dos outros caras que já me fizeram sofrer. Não entendo muito bem esse sentimento que de vez em quando passa por aqui balançando meu presente. Talvez seja medo. Medo do que é novo, do que está por vir. Medo desse cara que eu conheci me fazer sofrer. Porque é tão mais fácil sofrer por uma dor que você já sabe o tamanho, já sabe exatamente onde ela te machuca, do que se entregar ao desconhecido e deixar esse novo cara abrir novas feridas, despertar sentimentos com uma intensidade nunca antes provada, arriscar e provavelmente perder, e chegar ao fundo das suas tristezas, das suas lágrimas, das suas mágoas. Mais uma vez eu cheguei ao fundo do meu poço, mas a cada tombo, a cada recaída, o meu fundo já não é tão fundo, a água está subindo e a profundidade diminuindo. As coisas, as dores, já parecem mais cômodas, as pontas das facas cravadas no meu peito já não parecem tão pontudas, mas ainda machucam. Então tudo parece tão mais simples do que realmente é, e eu começo a entender um pouco o outro lado do não-amor, o lado que também não é correspondido. E de repente o fundo do poço vira molas, e eu posso ver um pouco do céu, um pouco do sol, respirar ar puro, encher os pulmões de vida, tomar fôlego para sair dessa de novo – ainda que eu ainda queira insistir em nadar no meu fundo, porque está tão calor e água estava ficando gostosinha . Mas saio dessa novamente e sei que voltarei logo para redecorar o meu cantinho mais profundo com novas tristezas, mas também sei que a cada nova tristeza o salto para a volta fica ainda maior.
Assistir ao futebol me lembra você, nosso primeiro domingo juntos e tudo o que mudou depois daquilo.
E então eu tive a certeza de que as minhas esperanças eram falsas e não passavam de sonhos tolos que não virariam realidade.

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu posso ser honesta em dizer...

Olhando nossas fotos e lembrando tantas outras que tiramos, mas que eu rasguei, joguei fora, porque me doía olhar para elas e saber que só eu sentia. Sentia isso, que eu nunca dou nome, para não ter equívoco e dizer que é demais uma coisa que talvez não seja, mas que sinto numa intensidade tremenda, mesmo com os nossos pontos finais. Olhar nossas fotos, lembrar nossos momentos me faz pensar que já vivemos tanta coisa em tão pouco tempo, mas que hoje parece uma eternidade de distância entre o que era presente e virou passado. Estou sentindo uma nostalgia boa, um sentimento muito bom em lembrar de você, de mim, do que fomos enquanto minha neurose não se pronunciava, e do que deixamos de ser por causa dessa minha mania de querer estragar tudo antes que você me deixasse. E você finalmente me deixou. E doeu. E talvez ainda dói, ainda doa. Me conforto com a ideia de te perder por inteiro, mas não deixar de te ver, de te olhar chegar naquele corredor longo e eu forçar a vista porque não enxergo de longe, mas você eu reconheço a qualquer distância. Ver você chegar com seu jeito malandro de ser, que eu odiava tanto antes de te conhecer, com sua botinha que desamarra a todo instante e você me faz te esperar amarrá-la todas às vezes durante o caminho. Você e suas gírias, e seus cheiros, e seus jeitos e sua mania de falar cara a cara no sentido literal, colado no meu rosto, como se quisesse me provar que mesmo não sendo mais nada, você está sempre por perto. Você e sua mania de comentar algo bem escroto sobre algum rabo de saia que passou por você. Suas manias e suas comidas prediletas, e as que você detesta e eu mais amo. Você e seu jeito de me intimidar sem querer, ou às vezes querendo, e do nada me perguntar o que eu acho de você e sua namorada. Você sendo você mesmo me dando muitos motivos para ser feliz, e tantos motivos para chorar por aí. Você, que é o conjunto de tudo o que mais odiei nesse mundo, me encanta hoje, porque todas essas coisas fazem parte de alguém que eu queria comigo. Mas decidimos. Não é isso. Não dá para ser mais isso. Isso não pode ser amor, e não é, e não será. Então eu vejo você, você me vê, e a gente continua na mesma, amizade acima de tudo, e assim vamos vivendo, e todos sabem, e você sabe, a falta que você me faz, mesmo estando comigo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


Cansei de viver dentro das coisas que eu não caibo. Eu quero liberdade: de escolha, de expressão, de sentimento. Eu quero mais. Eu quero amor, carinho, proteção, erros, acertos, tropeços, recaídas e vitórias. Não quero pouco. Não quero muito. Eu quero o essencial. Quero paz, amor e liberdade! Eu quero vida!

A vida é vida, e só

Mesmo sabendo, mesmo ouvindo conselhos, mesmo ouvindo a voz da razão ecoar na minha mente, mesmo lendo textos quase auto-ajuda  para tentar colocar de vez essa idéia na minha cabeça dura de taurina, eu estou mascarando dificuldades, idealizando soluções. Não consigo parar de pensar na hipótese de que um dia vai dar certo, que é para eu ter calma, que eu chego lá, a gente chega lá, um dia o amor chega para nós dois. Besteira. Tolices. Romantizando uma solução agradável para os meus sentimentos. Tentando chegar a uma conclusão inexistente só para não deixar de sentir isso. Isso que eu não sei bem o nome, e às vezes tenho medo de dizer que é amor – porque amor deve ser outra coisa, tão mais sublime, mais impossível enquanto toca os dois seres que se amam. Isso que às vezes dói dentro de mim, que às vezes transborda minha alma de felicidade, que às vezes escurece minhas vistas, e às vezes me faz ver mais claramente o caminho. Isso que não tem explicação, nem nome, mas tem cores, cheiros e sabores e todos eles vêm de você. Às vezes como brisa. Às vezes como vento. Às vezes como furacão. Mas apesar dessa beleza intensa desse sentimento que eu sinto, há um problema. EU sinto. Somente eu, mais uma vez, com as minhas tentativas de fazer dar certo e poder finalmente chamar “isso” de amor e ser feliz para sempre. Acontece que isso está longe de ser realidade, e eu cega ainda procuro uma saída para o meu conto de fadas interior.
A vida é vida. Feita de acasos felizes e tristes e nem sempre tudo vai dar certo no final. Talvez dê, só nos falte perspectiva e visão corretas para entendermos melhor e vivermos melhor o que a vida nos dá, nos joga na cara, nos tira para podermos ver mais claramente o que precisamos e deixar o egoísmo do “eu quero” para então entender que viver é preciso, lutar é preciso, sentir é preciso, só assim se é feliz.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eis a questão

Medo. Porque o que eu tenho é medo. Medo de ser feliz. Medo de não querer mais nada. Medo de te esquecer. Medo de me machucar pela milésima vez. Meu medo, medo, medo! Medo que me consome, que me faz perder as pessoas que eu amo, que me faz perder chances de ser feliz. Tudo por causa desse medo de não ser a coisa certa, de deixar o passado bem fixo no que passou e não continua. E o que eu faço desse medo? Não sei. Só sei que estou com medo do que se põe a minha frente como uma grande porta e uma chave, a passagem para a felicidade e sem mais sofrimentos desnecessários pelo caminho. E agora? Ir ou ficar? Eis a questão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Hoje vamos resolver nossas vidas separados. Ou só você vai. Ou só eu vou. Mas separados com certeza, daqui em diante.

Segurando o amor

Independente de homem ou mulher, o que uma pessoa quer mesmo em um relacionamento é segurança. A pessoa quer ter o conforto de ter alguém para contar quando as coisas estiverem ruins; alguém para abraçar, dormir junto, esquentar no frio, esfriar no calor; alguém que vai te fazer feliz porque ser feliz é estar seguro de que está dando certo; alguém para beber junto, fumar junto, transar junto, e até brigar junto. Ter a segurança de que depois da briga vêm as pazes, o amor, as carícias, o sexo. Quando falta segurança, falta amor, faltam raízes. Acaba o amor, acaba o relacionamento.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Finais felizes

E você outra vez sendo o primeiro, mesmo partindo o meu coração. Não que outros antes de você não tenham partido, me deixado aos pedaços, mas com você é diferente. Com você meus pedaços parecem tão mais inteiros, e até mais vivos, como se depois de partir meu coração, ele mudasse de cor, de forma, de intensidade. Não sei te explicar o que acontece, mas mesmo com toda a dor de te ver partir, algo bonito acontece aqui dentro, como se fosse o pôr-do-sol, um fim tão bonito, tão apaixonante. Talvez seja porque dessa vez, com você, foi amor. É amor. E por ser amor não tem como ser obscuro, não tem como deixar de ser bonito.
Hoje sou feliz com os finais que chegam.
Não, eu não quero assim. Não quero se você não tiver nada melhor pra fazer. Eu não quero se ela não te quiser mais, ou se você não sabe ficar sozinho. Não quero que queira me querer. Sobretudo, não quero se não for de verdade. Prefiro continuar com a minha dor sem você do que te deixar banalizar esse amor que eu sinto.
Eu quis sentir um pouquinho o resto do seu perfume que ficou no corredor, só pra te ter um pouquinho, um restinho que fosse, só pra não te perder por inteiro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A de amigo

Não estamos bem um com o outro. Não estamos bem sozinhos. Não estamos bem com o mundo dentro de nós. Éramos tão mais íntimos, conversávamos durante horas, éramos os melhores amigos que faziam tudo ou nada juntos e morríamos de rir, o dia todo, a semana inteira, nos finais de semana, durante oito meses.
Hoje, antes de ir para a faculdade, eu senti algo estranho entre nós, com você, comigo, separados. E quando eu não te encontrei na hora certa, como de costume, eu já sabia que havia algo errado. E sabe o que me dói, amigo? Não poder te reconfortar, não poder dividir contigo a tua dor. Não porque eu não queira, mas não me cabe mais esta tarefa. E pra ser sincera, eu não consigo te ouvir falar da tua dor porque vai doer muito mais em mim, e eu vou chorar e vou sentir raiva por não conseguir manter nossa amizade. Mas me perdoa, por favor. Me perdoa por eu ser tão intensa e não saber dividir e esconder meus sentimentos. É isso. Te amo, amigo. Fica bem que eu fico também.

Conto breve

Hei vocês! É, to falando com vocês mesmo! Vocês são do tipo de casal que vai casar e ser muito feliz junto, mas vão se acomodar. É, to falando sinceramente o que eu acho sobre vocês –  já que estive tanto tempo no meio do caminho, acho que tenho o direito de falar. Vocês talvez tenham mesmo sido feitos um para o outro, talvez sejam para durar a vida toda, mas vocês vão casar e vão se acomodar! Na verdade já acomodaram. Esse termina e volta já desgastou e todo mundo vê, e todo mundo sabe. Mas vocês insistem e vão insistir até um dia casarem e tiverem filhos e serem acomodados, porque ele não quer assumir o que realmente é perante a sociedade, e ela é daquelas mulheres feitas para casar, daquelas bem sem sal, sem açúcar, sem gosto e sem pimenta, que prometeu para Deus e para si mesma só transar depois do casamento – e é por isso que vão casar, porque, gata, ele não sabe bem o que é, mas sem dúvida ele é homem e tá interessado em sexo com você. E o final da história de vocês vai ser tão clichê quanto já é. Não dá para virar filme, novela ou livro. É previsível. Ele com um trabalho médio que vai sustentar a casa, os luxos dela e os filhos que vierem a ter. Ela a perfeita mulher, que entende, compreende, mantém a pose, e briga de vez em quando por causa de uma ex como eu que às vezes volta para dar opinião. Fim da história de vocês!

E você "outro"?

Tem toda uma história por de trás daquilo que eu não vejo, que eu não sei, que eu não toco. Existe um sentimento de longo tempo, construído sabe-se lá como, que sobreviveu meio catatônico até aqui, e eu não sabia, e eu não sei. Mas hoje imaginei. Imaginei esse amor que eu não toco – e pelo qual nunca fui tocada – amor este que pulsou devagar no início, foi acelerando com a convivência, com os silêncios, os beijos, as brigas, o ciúme, a saudade, o toque, o abraço, a distância. Amor que cresceu. Amor que ainda cresce e ninguém, nem eu nem o outro, fomos capazes de fazê-los esquecer. Pior pra nós. Melhor pra eles. Mas eu, e muito menos o outro, temos o direito de atrapalhar, de ficar no caminho de um amor tão bonito que nem sabemos como, quando e por que começou, mas ainda dura. E me lembro daquela frase tão conhecida “quem ama deixa livre”. Estou deixando, e você “outro”, também deixará?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Me esqueci de lembrar, mas lembrei e esqueci

Por um breve momento eu esqueci. Esqueci de todos os motivos que me fizeram escrever vários textos.  Esqueci da data, da importância, do cheiro, do beijo que me fizeram estremecer. Esqueci dos anos doendo no meu coração por ter perdido um amor – ou qualquer coisa que tenha sido aquilo. Agora que lembrei não fez a menor diferença. Não me fez sofrer, não me fez sorrir, não me fez desejar. Sei lá por quê. Talvez seja o tempo, talvez a importância demais que dei a tudo naquela época. Eu era mais nova e qualquer carinho era facilmente confundido com amor. Acho que foi isso. É, foi isso. Carinho. Agora lembrei. E sendo carinho pude sorrir para o que passou, pude sentir alívio por ter passado. Lembrei. Passou!

Coloquei meu barquinho no mar...

Estou tão cansada de esperar que resolvi colocar meu barquinho no mar, sem medo, com fé e coragem e deixar me levar até um porto bem seguro onde eu possa repousar depois dessa tempestade. Decidi seguir sem rumo, me aventurar nas águas dessa vida à procura de um tesouro perdido que possa me reconfortar. Vou desbravar os setes mares do meu coração, remar contra a maré dos meus pensamentos e desejos de voltar. Estou nesse momento erguendo minhas velas brancas de quem desiste de vez de algo terreno. Estou erguendo âncora desse pesadelo e deixando este cais que me prendeu por tanto tempo. Só o que eu quero agora é navegar, encontrar paz nesse balanço das águas, e se vierem outras tempestades eu vou sentir medo, mas não vou voltar. Prometo que não volto. Agora vou navegar.

Continuando, apesar de tudo

Eu estou caminhando bem cuidadosamente por entre essas pedras no rio da vida. Às vezes eu escorrego, caio, me molho, mas levanto e seco ao sol. Sou persistente, teimosa e mesmo que a correnteza tente me fazer voltar, me derrubar, me afogar, eu vou sempre levantar depois dos meus tombos e seguir a pé, a nado, ou como der para seguir, só pra saber aonde este rio vai levar. 

O que (não) aconteceu





E talvez não tenha desnudado meus sentidos, não tenha lido meus pensamentos, não tenha sentido minha respiração ofegante, não tenha notado o acelerar do meu coração. Ou tenha feito tudo isso e ignorado. Ou eu simplesmente nunca balançara realmente na sua presença, apenas tivesse fantasiado tais sentimentos.

domingo, 2 de outubro de 2011

Pra você partir

Você foi o primeiro homem a me fazer mulher, a me fazer feliz, me fazer sentir o que nunca antes sentira, sonhar com o mundo e viver coisas melhores que nos sonhos, me ensinou a ouvir música, a me interessar por política, a respeitar opiniões, a ser mais paciente. Você foi o primeiro, agora vai embora, cumpriu sua missão de me ensinar a viver ao invés de apenas concordar com o mundo e seguir acomodada, mas eu criei uma dependência, criei um laço muito forte, mas você tem que partir e só me resta concordar com a sua partida, te deixar ser feliz porque eu já fui muito feliz ao seu lado. Sinto muito não conseguir te retribuir a felicidade que me fez sentir, sinto muito não ser capaz de te prender e ser menos orgulhosa pra te pedir pra ficar. Vou dizer que te amo, mas quero te ver feliz com quem nós sabemos que você ama de verdade.

Meu lindo

Meu lindo, eu sinto saudades das inúmeras coisas que não vivemos, daquelas que vivemos só nos meus mais íntimos desejos e também das poucas coisas que realmente nos aconteceram. Sinto saudades dos seus olhos de ressaca sem ter bebido, da sua loucura em ser lúcido dentro das minhas horas de loucura, de suportar as minhas várias crises de ciúmes sem o menor sentido, dos mais diversos tipos de brigas que tivemos, ou só eu tive. Sinto falta de te ver ao longe e chegar perto de você e reconhecer o cara mais imperfeito do mundo que me fazia tremer, que me fazia loucuras, que me quis até quando eu dei motivos para ir embora. Eu sei, sei bem o que nos aconteceu. Sei que fui eu, e às vezes também foi você, mas fui eu que te pedi para esperar, fui eu que te pedi para partir, e você esperou, e você partiu sem o menor pudor – porque viver comigo requer uma habilidade incrível de adivinhação, uma vez que tudo em mim e de mim é implícito. Sei que fomos feitos para ser passagem na vida um do outro, mas você me marcou com as mais lindas experiências, com as mais diversas frases e apelidos e abraços e discussões e dores e traições. E digo hoje que valeu a pena, que sinto falta das nossas horas, das conversas, dos silêncios, do último beijo, do último abraço. Lindo, a única coisa que me incomoda nessa nossa história é você ter mudado tanto depois de mim, quando eu mais queria essas mudanças durante aquilo que não era amor mas que tivemos. Me incomoda que tenha realmente partido, me obedecido quando eu mais queria que você ficasse. Mas não fui capaz. Não fui capaz de te fazer ficar, de te fazer mudar. Talvez tenha sido melhor assim. Foi melhor assim. Te quero bem, te quero longe ou perto, mas te quero bem. Seja feliz!

A gente pode sentir ódio?

 A gente pode sentir ódio de alguém só porque esse alguém tem nas mãos a pessoa que você queria com você, sendo nas mãos ou simplesmente ao lado, mas que fosse de corpo inteiro? Acho que não. Definitivamente não. Mas eu queria poder me permitir sentir um ódio profundo, ou talvez só superficial, por não ser como ela, por não ter feito esquecer, por ter sido passagem. Queria sentir ódio por eu não ser na vida dele um porto, uma estadia, uma vista de terra e ser a salvação. Queria odiar todos os recentes acontecimentos e seu grande amor por ela. Odiar o fato de eu ser alguém/objeto na vida dele. Queria odiar tantas coisas nela, e dele, mas eu não posso, minha bondade não me permite, meus pensamentos positivos tentando tirar uma lição disso tudo não me permitem. Eu só consigo desejar felicidades – sim, eu sou do tipo de menina/mulher que deseja o bem, embora não ser dor – e que seja o que tiver de ser, que fiquem juntos, que seja a vontade de Deus e não a minha. Amém!